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Quais informações você precisa saber antes de comprar um PT100?

  • Foto do escritor: MS Instrumentação
    MS Instrumentação
  • 27 de jul.
  • 3 min de leitura

Escolher um sensor PT100 pode parecer uma tarefa simples, mas alguns detalhes fazem toda a diferença para garantir medições precisas, maior durabilidade e compatibilidade com o seu processo. Informações incompletas na hora da compra podem resultar em um sensor inadequado, retrabalho e custos desnecessários.

Neste artigo, você verá quais dados devem ser informados para especificar corretamente um PT100.


O que é um PT100?

O PT100 é um sensor de temperatura do tipo RTD (Resistance Temperature Detector), amplamente utilizado na indústria devido à sua alta precisão, estabilidade e repetibilidade. Seu nome vem do fato de possuir uma resistência de 100 Ω a 0 °C, variando de forma previsível conforme a temperatura.

É uma excelente opção para aplicações que exigem medições confiáveis em processos industriais, sistemas HVAC, alimentos e bebidas, farmacêutica, química e diversos outros segmentos.


1. Faixa de temperatura

O primeiro dado a ser informado é a temperatura mínima e máxima do processo.

Alguns exemplos:

  • -20 °C a 80 °C

  • 0 °C a 300 °C

  • 100 °C a 500 °C


Essa informação é fundamental para definir o tipo de construção do sensor e os materiais mais adequados para a aplicação.


2. Comprimento da haste

O comprimento da haste deve ser suficiente para que a ponta sensora fique totalmente inserida na região onde a temperatura será medida.


Os comprimentos mais comuns são:

  • 50 mm

  • 100 mm

  • 150 mm

  • 300 mm


Uma haste muito curta pode comprometer a precisão da medição.


3. Diâmetro da haste

O diâmetro influencia tanto a resistência mecânica quanto o tempo de resposta do sensor.


Os mais utilizados são:

  • 3 mm

  • 6 mm (Em grande parte dos casos)

  • 8 mm

  • 10 mm


Hastes mais finas respondem mais rapidamente às variações de temperatura, enquanto hastes mais espessas oferecem maior robustez para aplicações industriais.


4. Tipo de conexão (rosca)

Se o PT100 será instalado diretamente no processo, é importante informar o tipo de rosca, quando necessário.


As opções mais comuns são:

  • 1/4" BSP

  • 1/4" NPT

  • 1/2" BSP

  • 1/2" NPT

  • 3/4" BSP


Vale lembrar que roscas BSP e NPT não são compatíveis entre si sem o uso de adaptadores, pois possuem geometrias diferentes.


5. O PT100 será fornecido com cabo ou com cabeçote?


Outro ponto importante é definir como será feita a conexão elétrica do sensor.

PT100 com cabo

Nesse modelo, o elemento sensor já sai de fábrica com um cabo conectado. É uma solução prática, compacta e muito utilizada em máquinas, equipamentos, sistemas de refrigeração e aplicações onde o sensor será ligado diretamente ao instrumento de medição.

PT100 com Cabo
PT100 com Cabo


Vantagens:

  • Instalação simples;

  • Menor custo;

  • Ideal para ambientes com pouco espaço;

  • Boa opção para aplicações de baixa e média temperatura.







PT100 com cabeçote

O modelo com cabeçote possui uma caixa (invólucro) de proteção na extremidade do sensor, onde são realizadas as conexões elétricas. Em muitos casos, também é possível instalar um transmissor de temperatura (4–20 mA) dentro do cabeçote, facilitando a integração com CLPs e sistemas de automação.

PT100 com Cabeçote
PT100 com Cabeçote


Vantagens:

  • Maior proteção das conexões elétricas;

  • Facilidade de manutenção;

  • Permite a instalação de transmissores de temperatura;

  • Indicado para aplicações industriais mais severas.






Como informar ao fornecedor?

Ao solicitar um orçamento, informe se você precisa de:

  • PT100 com cabo (especifique o comprimento e o tipo de cabo);

  • PT100 com cabeçote (se possível, informe também se será instalado um transmissor de temperatura no interior do cabeçote).



6. Material da haste

O material da haste deve ser compatível com o fluido e o ambiente onde o sensor será instalado.


Os mais comuns são:

  • Aço inox 304: indicado para água, ar e óleos leves.

  • Aço inox 316: recomendado para vapor, alimentos, produtos químicos e ambientes mais corrosivos.


A escolha correta aumenta significativamente a vida útil do sensor.


7. Qual fluido será medido?

Essa é uma informação frequentemente esquecida, mas extremamente importante.


O fornecedor precisa saber se o PT100 será utilizado para medir:

  • Água

  • Vapor

  • Óleo

  • Ar

  • Produtos químicos

  • Alimentos

  • Outros fluidos


Esses dados ajudam na definição do material da haste, do tipo de proteção e da construção mais adequada.




Com essas informações, o fornecedor poderá indicar um sensor compatível com sua aplicação, reduzindo dúvidas, evitando incompatibilidades e garantindo maior confiabilidade na medição.




Precisa de ajuda para escolher o PT100 ideal? Entre em contato com nossa equipe. Podemos orientar você na especificação do sensor mais adequado para sua aplicação, garantindo precisão, segurança e excelente custo-benefício.

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